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Osteossíntese: o que essa palavra no seu laudo significa para o INSS

Resposta direta: osteossíntese é o nome técnico da cirurgia que fixa a fratura com material — placa, parafusos, pino, haste intramedular, fios. Quando essa palavra aparece no seu laudo, ela conta ao INSS três coisas: a fratura foi grave (fraturas simples tratam com gesso), foi tratada cirurgicamente e está consolidada ou em consolidação. Para quem avalia um pedido de auxílio-acidente, é meio caminho da história.

Traduzindo o relatório cirúrgico

"Redução aberta + fixação interna (RAFI)": o osso foi realinhado em cirurgia e fixado por dentro. "Haste intramedular bloqueada": um tubo metálico dentro do canal do osso — padrão em fêmur e tíbia. "Fixador externo": a armação por fora, usada em fraturas expostas e graves — sinal de trauma de alta energia. "Material de síntese": o conjunto de implantes. Cada um desses termos, no processo, reforça a seriedade da lesão original.

Por que isso pesa a seu favor

O requisito mais contestado do auxílio-acidente é a existência de sequela relevante. A osteossíntese ajuda em três frentes: gravidade — ninguém opera fratura banal; objetividade — o material aparece em qualquer raio-X, não depende de relato; e causalidade — placa e pino não nascem de "desgaste da idade", nascem de trauma, o que desmonta a tese degenerativa que o INSS adora.

O que a osteossíntese costuma deixar

Mesmo perfeita, a cirurgia não devolve o osso de fábrica: rigidez articular vizinha (o punho que não gira após placa no rádio, o joelho duro após haste na tíbia), dor relacionada ao material (frio, apoio, esforço), perda de força, cicatrizes aderidas, e — nos casos menos felizes — consolidação viciosa ou pseudoartrose. São exatamente essas sobras que, confrontadas com a exigência física da sua função, formam o direito.

Monte o dossiê da sua cirurgia

Peça ao hospital (é seu direito): o relatório cirúrgico completo, os raios-X pré e pós-operatórios e a ficha de internação. Some o raio-X atual, a fisioterapia e um relatório funcional com medidas. Esse conjunto transforma "operei a perna" em prova técnica encadeada — da emergência à limitação de hoje.

Perguntas rápidas

Tirei o material depois: muda algo? Não — a sequela funcional é o que gera o benefício, e os sinais da cirurgia permanecem visíveis na imagem. Osteossíntese dá benefício automático? Não — é indício forte, não carimbo; a redução de capacidade para o seu trabalho precisa aparecer. Quanto tempo tenho? O pedido pode ser feito a qualquer momento, mas os atrasados se limitam aos últimos 5 anos e o benefício cessa na aposentadoria. Se há metal no seu corpo (ou já houve) e seu trabalho ficou mais difícil desde então, a análise é o próximo passo natural.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a análise individual de cada caso.


Maria Isabel Watanabe
Advogada — OAB/PR 16.802

Arthur Leandro Watanabe de Paula
Advogado — OAB/PR 109.243

Advocacia Maria Isabel Watanabe — Maringá/PR

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