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Carta de concessão do INSS: o que significam DIB, DCB, DER e RMI

Resposta direta: a carta de concessão é o documento que resume tudo o que o INSS decidiu sobre o seu benefício — e as siglas que a povoam dizem, na ordem: quando você pediu (DER), desde quando o benefício é devido (DIB), quando ele vai cessar (DCB) e quanto você vai receber (RMI). Saber lê-las é saber conferir se o INSS acertou.

DER — Data de Entrada do Requerimento

O dia do protocolo. É o marco mais importante do processo: os atrasados correm a partir dela (ou da DIB, se anterior), e é ela que "congela" as regras aplicáveis ao seu caso. Em benefícios programáveis, existe inclusive a reafirmação da DER — deslocar o marco para uma data posterior mais vantajosa, quando os requisitos se completaram durante a análise.

DIB — Data de Início do Benefício

Desde quando o benefício é devido. Nem sempre coincide com a DER: no auxílio-doença do empregado, por exemplo, a DIB recua ao 16º dia de afastamento; na pensão requerida em até 90 dias, recua à data do óbito; no auxílio-acidente, ao dia seguinte à cessação do auxílio-doença. Conferir a DIB é conferir o tamanho do retroativo — DIB fixada errada, para frente, é dinheiro a menos todo mês do intervalo.

DCB — Data de Cessação do Benefício

Exclusiva dos benefícios temporários: o dia em que o pagamento para automaticamente. É a "alta programada" do auxílio por incapacidade. Regra de ouro: se chegou perto da DCB e você não melhorou, peça a prorrogação nos 15 dias finais — o pagamento continua até a nova perícia. Quem deixa a DCB passar fica sem renda até resolver.

RMI — Renda Mensal Inicial

O valor do primeiro pagamento, resultado da média dos seus salários multiplicada pelo percentual da regra aplicável. A carta mostra a memória resumida; a conferência completa pede o CNIS do lado: salários zerados, vínculos ausentes e percentual errado são as três falhas que mais reduzem RMI indevidamente.

Outras siglas que aparecem

DIP — data de início do pagamento (quando o dinheiro efetivamente começa a cair; o período entre DIB e DIP vem como atrasado). NB — número do benefício, seu identificador em qualquer contato. Espécie — o código do tipo (31 auxílio-doença comum, 91 acidentário, 41 idade, 21 pensão...): a espécie errada muda direitos, como estabilidade e FGTS no acidentário.

O hábito que vale dinheiro

Ao receber qualquer concessão: baixe a carta no Meu INSS, confira DER, DIB, espécie e RMI contra os seus documentos, e guarde o PDF. O prazo para revisar um benefício é de 10 anos — mas cada mês com RMI errada é um mês recebendo menos. Erro achado cedo é erro barato.

Este conteúdo tem finalidade informativa e não substitui a análise individual de cada caso.


Maria Isabel Watanabe
Advogada — OAB/PR 16.802

Arthur Leandro Watanabe de Paula
Advogado — OAB/PR 109.243

Advocacia Maria Isabel Watanabe — Maringá/PR

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